
O ser é indescritível.
O ser é uma onda.
Quando alguém descreve o que é, a onda se transforma em matéria, em densidade.
A leveza da onda se vai, e o que sobra é o peso da matéria.
A onda é leveza em si, é paz, é amor, a matéria é dualidade, incerteza, medo.
A onda é observação, é quietude, é não julgamento, é êxtase.
A matéria é julgamento, é ilusão, é idealização, é um conceito a seguir, é inquietude, é ância.
A onda nada quer ser, e tudo é.
A matéria tenta ser, mas nunca é.
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